A Vigilância Sanitária Estadual de Mato Grosso do Sul tem intensificado as ações de fiscalização diante do aumento de apreensões de medicamentos irregulares nos Correios, com destaque para as chamadas “canetas emagrecedoras” clandestinas. Esses produtos, muitas vezes adquiridos pela internet ou trazidos de forma irregular do exterior, representam sérios riscos à saúde da população.
Como parte dessas ações, o gerente da Vigilância Sanitária Estadual da SES/MS, Matheus Moreira Pirolo, esteve em Bela Vista e em municípios da região para dialogar com autoridades locais e reforçar o alerta sobre os perigos desses produtos, além da necessidade de intensificar a fiscalização do acesso às canetas emagrecedoras, especialmente em cidades de fronteira com o Paraguai.
Durante agenda no município, Matheus concedeu entrevista à rádio FM Bela Vista, acompanhado do secretário municipal de Saúde de Bela Vista, Renato Mendonça, e da coordenação da Vigilância Sanitária local, e da fiscal sanitária Kellen Freitas. Na ocasião, foram abordados os riscos à saúde, os desafios da fiscalização em regiões de fronteira e a importância da conscientização da população.
Segundo Matheus, muitos desses itens não possuem registro na Anvisa, o que significa ausência de controle de qualidade, procedência e segurança. “Estamos falando de substâncias que podem ser falsificadas, adulteradas ou armazenadas de forma inadequada, aumentando significativamente o risco de efeitos adversos graves”, explica.
Outro fator de preocupação é a automedicação. O uso desses produtos sem orientação médica pode provocar reações severas, interações medicamentosas perigosas e até o agravamento de doenças pré-existentes.
Em cidades como Bela Vista, a proximidade com o Paraguai facilita o acesso a medicamentos que não são regularizados no Brasil, além de representar um desafio adicional para a fiscalização, devido à intensa circulação de pessoas e mercadorias.
Para enfrentar esse cenário, a Vigilância Sanitária atua em parceria com órgãos como os Correios e forças de fiscalização, realizando apreensões, monitoramento de vendas irregulares e ações educativas. A orientação à população é clara: não adquirir medicamentos sem prescrição e sempre verificar se o produto possui registro na Anvisa.
A Vigilância reforça que não existem soluções milagrosas para emagrecimento e que a busca por resultados rápidos pode colocar a saúde em risco. O acompanhamento com profissionais qualificados é o caminho mais seguro.